sexta-feira, 3 de maio de 2013

Visão além do alcance

Depois de muuuuuito tempo sem atualizações, decidi voltar a ativa com o Arte de Quem, depois deste espaço ter corrido um sério risco de ter sido exterminado por mim (estava considerando esta possibilidade, mas adiei esta ação drástica por tempo indeterminado)... por enquanto ele continua assim mesmo, sem nada muito rígido no que se trata de atualizações. Mas deixando de blá-blá-blá, vamos ao que realmente interessa...

Acho que todo mundo se interessa pelas inovações tecnológicas que virão daqui uns anos e o quanto elas vão facilitar a nossa vida. A Apple já vem considerando o lançamento do iWatch, um relógio que vai fazer tudo o que um smartphone faz. Mas o grande impacto mesmo vem da gigante Google, que há pouco tempo anunciou o lançamento do Google Glass, um óculos com diversos aplicativos que interagem em realidade aumentada, como mostrar as horas, entre outras funções que um smartphone faz. No último dia 30, o Google lançou um vídeo com as primeiras instruções de funcionamento do que promete se tornar o novo objeto de desejo das pessoas. O grande porém é saber o quanto essas inovações podem atrapalhar... 


Pegando carona na repercussão que este lançamento já vem provocando, os recém-formados diretores Eran May-raz e Daniel Lazo fizeram este curta metragem (Sight) no ano passado imaginando um futuro onde o Google Glass já está consolidado e muito desenvolvido, com uma infinidade de aplicativos disponíveis das mais diversas funcionalidades. O mais interessante do filme é abordar o quanto as nossas vidas tendem a se tornar dependentes da tecnologia, cada vez mais... vejam o vídeo e tirem suas próprias conclusões!

Caso não consiga ver o vídeo, clique aqui!

Imagens: Google

domingo, 25 de novembro de 2012

A internet e suas vítimas


Não tem pra onde correr... a internet é presença certa no dia a dia das pessoas e a maioria já sabe se virar nela, encontrar as mais variadas coisas e etc, mas ainda assim, como acontece em diversas outras áreas da vida, nem todos sabem se portar dentro da grande rede. E é bem interessante observar como as pessoas se tornam valentes e donas da verdade na frente de uma tela... um belo exemplo disto acontece em parte das notícias publicadas virtualmente, que disponibilizam a opção de serem comentadas pelos seus leitores e é aí que este fenômeno pode ser visto mais claramente. Assim como há aqueles que escrevem palavras de apoio, diferentes pontos de vista e palavras de condenação, há também aqueles que não se contentam em apenas dar suas opiniões... eles querem mesmo é achincalhar quem escreveu! Para estes, foi cunhado o termo "troll".


Troll é aquele fulano que se ocupa em pertubar a paz dos produtores de conteúdo (sejam eles editores, jornalistas, blogueiros, ou etc), criticando aquela vírgula que foi colocada no lugar errado, colocando em dúvida o que foi publicado, colocando em dúvida a capacidade intelectual de quem escreveu, enfim, é aquele cara que não fica satisfeito apenas em não gostar do que o fulano publicou... só vale se tumultuar o meio campo. Em sua homenagem, foi feito um slogan sobre como lidar com eles: "Por favor, não alimente os trolls!"

É claro que todos tem o direito de gostar ou não gostar de algo ou alguém, mas para tudo é preciso bom senso, afinal, o que você "fala" na internet, fica ali gravado por um bom tempo. Experimente colocar seu nome no Google (algo que também já ganhou um termo: googlear)... vai aparecer também por lá os comentários que você já fez sobre alguma notícia, publicação, atualização em redes sociais, e etc. Fazer um comentário (ou seja, publicá-lo na rede) é, obviamente, torná-lo público, algo que as vezes parecemos esquecer. É um mundo novo que ainda estamos aprendendo a lidar. As celebridades, por exemplo, antigamente gozavam de um status de quase semi-deuses, intocáveis pelos seus seguidores... o sonho de todo fã era trocar algumas ideias com seus ídolos. Já hoje, basta adicioná-lo na sua lista de contatos na rede social de sua preferência, e a maioria utiliza as redes sociais. Consequentemente, muitos tem sofrido com isso porque as besteiras que eles também falam na internet, repercutem com muito mais rapidez e a resposta vem na mesma velocidade. A vaia mudou... hoje ela é escrita!

O vídeo de hoje mostra uma entrevista do ícone da MPB Chico Buarque sobre suas impressões sobre o comportamento das pessoas na internet. Nesta entrevista, publicada no próprio site do artista na época, ele comenta sobre sua experiência inicial na internet e a surpresa que foi perceber o quanto ele era xingado na rede pelas pessoas (talvez por aqueles que não simpatizam com ele, com seu trabalho, ou simplesmente, um ataque fortuito de trolls), contrastando com a cordialidade e o carinho que ele já tinha se acostumado a ver no dia a dia. Veja e tire suas conclusões:

Caso não consiga ver o vídeo, clique aqui!

Imagens: Google

quarta-feira, 6 de junho de 2012

A moda do politicamente correto

Se tem uma coisa (chatíssima) que atualmente vem se infestando por todos os setores é essa onda do políticamente correto. Vaza pelas bordas os discursos moralistas. Existem até especialistas em dar sermão, dos quais são publicados periodicamente em vídeos no youtube, onde mostram alguém teatralmente indignado falando sobre os costumes decadentes. É claro que há muitas coisas erradas (como sempre houve), mas espera um pouquinho... o fim do mundo está mais além!

E ninguém está imune... o cantor Chico Buarque, por exemplo, lançou no ano passado o disco "Chico" e logo na primeira música, uma frase de impacto chamou a atenção dos críticos, que despertaram do sono profundo assustados com a frase "(...) é como amar uma mulher sem orifícios (...)". O detalhe é que não prestaram atenção ao contexto da música e a partir daí, o alvo era óbvio: Chico Buarque! Um jornal até colocou sua música num ranking das letras mais infelizes da MPB. Basta ouvir a letra com atenção para perceber que não há a tal "heresia" apontada, apesar das palavras fortes.

Observando situações como estas, é mais do que natural achar que o mundo se tornou um lugar muito complicado de se viver. Fazer uma crítica ou dar uma opinião pessoal, principalmente quando se trata de uma pessoa pública, é quase um risco. Não há mais a visão macro... tudo é visto pelo lado da discriminação, tudo é visto na maldade. Clássicas canções infantis foram mudadas em nome do politicamente correto. Eu fico aqui pensando comigo que já houveram gerações que cresceram ouvindo as mesmas cantigas do jeito "errado" original e nem por isso se tornaram sádicos, que atiravam o pau no gato só para ver o "miau". E quando se trata de uma crítica, então? Criticar (salvo exceções, é claro) é pedir pra ser processado... como se o dinheiro curasse qualquer honra ferida. Nem as piadas (no Brasil, principalmente) tem escapado dessa malha fina, como foi o caso do humorista Rafinha Bastos que fez uma piada infeliz e foi praticamente linchado pela opinião pública.

Exemplos para isto não faltam. No mês passado, o lutador filipino Manny Pacquiao, campeão mundial de boxe, sofreu na pele por conta de uma opinião pessoal, que acabou sendo aumentada e espalhada pelos meios de comunicação e que gerou um turbilhão de reações. O que aconteceu foi que Pacquiao deu uma entrevista, publicada num site, sobre não concordar com o presidente Barack Obama sobre o casamento gay. O site, por sua própria conta, aproveitou a deixa e colocou um trecho da bíblia que condena a união e aí começaram as reações. Os patrocinadores do lutador se irritaram com a opinião, que gerou uma série de protestos nas páginas da empresa e um shopping cancelou um evento publicitário. O lutador voltou à mídia para se explicar, dizendo que apenas não concordava com a união, e não que estava condenando os gays.

Mas enfim, o assunto é muito extenso... para ilustrar o post de hoje, como de costume, segue um vídeo do extinto programa humorístico dos anos 80 "TV Pirata", que mesmo com mais de 20 anos, ainda soa incrivelmente atual. O vídeo trata, com a ironia que era marca do programa, a forma extremamente séria como coisas banais são encaradas no país. Vejam e tirem suas conclusões:



Imagens: Google