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| A arte 3D de Julian Beever no seu painel preferido: a rua |
Imagem: Google
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| A arte 3D de Julian Beever no seu painel preferido: a rua |
Na edição desta tarde do “Jornal Hoje”, surgiu uma reportagem comentando que o julgamento de Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni vem atraindo muitos curiosos que tentam acompanhar o andamento do processo. São muitas pessoas protestando, prestando solidariedade à família, enfim... uma multidão que saem de suas casas, faltam em seus empregos, apenas para estar lá, sem qualquer garantia de conseguir entrar para ver o julgamento.
ou o superstar do showbusiness que um dia sonhávamos ser, criticando também o consumismo que nos assola e mal notamos. Num mundo altamente conectado, globalizado e onde todo mundo é bombardeado constantemente por um arsenal da mídia que diz que você pode sim alcançar os seus glamorosos 15 minutos de fama sem ter nenhum super-poder especial na manga, estar ciente de nossa pequeneza dentro de um mundo que prega (e demonstra) o sucesso a qualquer preço é algo perturbador. No nosso mundinho de hoje, cada vez mais pessoas estão mais preocupadas em ser o alvo das atenções do que propriamente, se importar com valores, não importa quais sejam... o narcisismo impera nos dias de hoje. Até mesmo as celebridades atualmente se valem de periódicos falsos escândalos para que assim nunca saiam da boca da mídia.
Antigamente, o sonho de todo músico ou banda que almejava um lugar ao Sol do show-business era ser descoberto por uma gravadora que iria contratá-los e explorá-los (algo que só descobririam mais tarde), ganhar muito dinheiro, fazer muitos CDs, shows, publicidades, etc. Mas este tempo chegou ao fim, para o desespero de quem acordava de manhã tomando champagne com os lucros da indústria fonográfica.
trabalhos é distribuir processos pra cima e pra baixo, como foi com uma banda famosa de rock (não tenho certeza, mas acho que foi o Aerosmith), que processou um fã por disponibilizar os álbuns da banda gratuitamente, algo inédito até então. Mas recentemente, tem surgido um novo método encontrado por alguns artistas para ganhar dinheiro às custas da tietagem do fã: o infame Safári de Camarim. Não sabe o que é? Vamos explicar melhor...
Mas a novidade sobre a luta entre indústria fonográfica versus pirataria é que ela nunca foi tão incerta. Quem aposta suas fichas na indústria fonográfica, acho melhor repensar pois tem surgido em todos os cantos do mundo partidos políticos defendendo a causa pirata, contra as leis de copyright e patentes e a favor das práticas de compartilhamento. Na Suécia, país que foi berço do primeiro partido pirata, eles conseguiram até eleger um deputado nas eleições para o Parlamento Europeu. Existem também partidos piratas na Argentina, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Bélgica, França, Itália, Peru e até mesmo, um partido pirata do Brasil. Inclusive, existe até um partido pirata internacional! Mas afinal, alguém aí aposta quem leva a melhor nessa guerra?
Você é daqueles que acham que o apocalipse já se instalou na música brasileira? A boa nova é que ainda há motivos para esperança! Num universo de mulheres fruta, de bandas de forró com nomes de combinações culinárias e afins, de letras ocas dos atuais sucessos de axé, pagode, e etc, bandas teen de rock falando de dor de cotovelo, a MPB ainda consegue mostrar luz no fim do horizonte e não estou falando de Maria Rita, Luíza Possi ou de Marcelo Camelo, que já são consagrados.
Um bom exemplo dessa renovação é a cantora Silvia Machete, que num show cheio de humor, malabarismos circenses e muito talento, ela consegue prender a atenção do público, tanto pelo visual quanto pelo musical. Outra cantora muito boa que surge com força no cenário é Nina Becker, mostrando que a MPB ainda tem sim muito gás pela frente. E exemplos não faltam! Apenas citando alguns destes novos nomes que não devem demorar pra estourar, estão o Cidadão Instigado, o ótimo Móveis Coloniais de Acaju, Mombojó, Forgotten Boys, Cérebro Eletrônico, entre outros.
que de preferência não abusem do apelo sexual barato. Ao meu ver, o grande problema de alguns programas é que, quando eles começam bons (como foi com "A Grande Família"), eles ancoram naquela fórmula e ficam anos apenas substituindo o contexto... acaba virando um tédio.
O artista das críticas ácidas
correspondidas! A época em que se passa o filme (1792) foi num período em que ele fez diversas gravuras que foram consideradas obcenas e mexeram com o orgulho da igreja católica em pleno período da Santa Inquisição, principal alvo das críticas do pintor. Mas Sombras de Goya não é um filme sobre o pintor... e sim, sobre as loucuras do período da Inquisição, sobre a necessidade de alguma pessoas de seguirem um ideal, uma doutrina, etc, e as consequências que o fanatismo produz.
A trama tem início com a discussão de um conselho da Inquisição espanhola sobre as gravuras de Goya e a defesa de seu trabalho por um de seus membros, Lorenzo (Javier Bardem), que o admira. Porém, Lorenzo sugere que aqueles são tempos perigosos e que a igreja deveria ressucitar um antigo ritual em busca de hereges, judeus, etc. Para isso, entrava em ação diversos
espiões da igreja nos mais inusitados lugares para observar os costumes das pessoas e desta forma, encontrar culpados. Inês, a modelo preferida (Portman) das pinturas de Goya (Skarsgård), filha de um amigo do pintor, tem o azar de estar numa taverna a noite e recusa um pedaço de porco que era servido no local, o que aos olhos do delator era prova suficiente de que ela praticava rituais judeus e assim, a denuncia para a inquisição. Entregue as autoridades seculares, eles decidem ajudá-la a falar a verdade, que em outras palavras seria a tortura como meio do acusado encontrar a "verdade de Deus". Para eles, teoricamente, mesmo sob tortura Deus daria forças suficientes para que o acusado suportasse os contratempos e falasse a verdade (ou algo do tipo).
Aflitos, os pais de Inês pedem ajuda à Goya para intervir por sua filha através de seus contatos, uma vez que ele é o pintor oficial da corte. Com isso, Goya fala com Lorenzo, de quem está pintando um retrato, para ajudar a libertá-la. Como forma de ganhar o apoio de Lorenzo, a família da garota convida Goya e Lorenzo para um jantar, mas durante o encontro, Lorenzo diz que nada pode fazer para libertar Inês, que confessou ser judia (graças às torturas). Revoltado, o pai dela propõe um teste para ver se este método realmente funciona, escrevendo uma carta em nome do próprio Lorenzo que confessa ser um macaco e o tortura na sua sala de jantar até que este endosse o documento, provando assim que sob tortura qualquer um confessaria qualquer coisa. Com o tal documento na mão, este propõe que a "confissão" seja a moeda de troca pelo empenho de Lorenzo na libertação de sua filha, caso contrário entregaria o documento para os seus superiores. O grande problema é que Lorenzo vai ao encontro de Inês, que mantida prisioneira e nua, acaba se tornando uma obsessão para o frei e o problema só ganha novos ingredientes, com a negação da igreja para o pedido de libertação de Inês feito por Lorenzo.
O filme mostra a versatilidade do diretor Milos Forman (que também dirigiu grandes filmes como "Um estranho no ninho", "Hair", "Amadeus" e "O Mundo de Andy") em mostrar a corrupção do indivíduo, o fanatismo e o sofrimento das vítimas das loucuras dos homens. Outro que dá um show é Javier Bardem que mostra ser um ator fantástico, principalmente encenando o papel de vilão. Apesar de tratar da Inquisição espanhola, o filme ainda assim consegue ser atual e inclusive me fez lembrar (não sei por que) da ditadura brasileira, ainda mais que este ano é o aniversário de 40 anos da implantação do AI-5 no Brasil, a fase mais negra de nossa história.
Outro ponto que me fez lembrar do filme foi o recente caso do estupro da menina de 9 anos que acabou ficando grávida de gêmeos e que causou grande polêmica no país depois da igreja ter excomungado a menina que foi vítima, sua família e os médicos que realizaram o aborto, mas sem punir o estuprador, já que para eles o aborto é um crime muito maior do que o estupro. Chega a
ser interessante o fato da igreja católica (e deixo claro aqui que não tenho nada contra ela) que sob a batuta do Papa Bento XVI tenta de todas as formas combater a debandada de seus fiéis para outras religiões, mas mesmo assim ainda continua com posições tão absurdas para os tempos de hoje, o que é um paradoxo. O fato em si nos induz a acreditar que o Vaticano ainda tem em relação à mulher um preconceito disfarçado, ao invés de respeitá-las mais, afinal, desconfio que a grande maioria dos seus seguidores são mulheres. No início deste mês, praticamente no mesmo período da excomungação da menina estuprada, o Vaticano publicou em seu jornal um artigo que defende que talvez a máquina de lavar tenha feito mais pela mulher do que a pílula anticoncepcional ou o acesso ao mercado de trabalho! Talvez vendo a bobagem (mais uma das tantas já faladas, até pelo próprio Papa), Bento XVI se pronunciou pedindo respeito à dignidade da mulher, homenageando Madre Tereza de Calcutá no dia internacional da mulher, afinal, ele também não é louco. Talvez, ao invés de ficar tentando esconder os graves erros do seu passado (como o silêncio perante o holocausto), ao invés de ficar sustentando posições que vão de encontro às necessidades dos tempos atuais (como recriminar o uso de camisinhas e pesquisas com células-tronco), seria mais interessante acompanhar as mudanças dos tempos. E convenhamos, qualquer moralismo vai por terra com tanto caso de pedofilia entre padres.
Mas, polêmicas à parte e voltando ao assunto (antes que eu seja excomungado pela igreja ou por vocês leitores), Sombras de Goya é um filme que nos faz pensar sobre muitos comportamentos e com certeza vale a pena ser visto, por também ter uma ótima fotografia e atuações brilhantes dos atores. O trailer já dá uma boa mostra do que é:
Hoje vamos falar de Índia. Na verdade, não é a primeira vez que o Arte de Quem toca neste assunto... já fizemos um post há algum tempo sobre este país. Mas hoje a Índia entrou definitivamente na moda, principalmente depois que a TV Globo resolveu fazer uma novela tendo como pano de fundo a exótica Índia. Quando soube desta novela, desconfiei de imediato da escolha do país... afinal, vender uma novela brasileira para a Índia, o segundo país mais populoso do mundo (com mais de 1 bilhão de pessoas), utilizando este mesmo país como veia central da trama através do seu
modelo global de luxo, com certeza seria um enorme filão de ouro, no caso de sucesso. E tem tudo para ser! Na cidade mais populosa, Bombaim, por volta de 12 milhões de habitantes vivem em barracos superlotados, como na favela de Dharavi, onde poucas são as casas que tem água encanada e banheiro, mas que mesmo assim é raro encontrar uma casa sem TV. E como diria Nelson Rodrigues (se estou certo), "o rico é o espetáculo predileto do pobre".
Mas deixando a Globo um pouco de lado, hoje vamos tratar do surpreendente filme "Quem quer ser um milionário", que desbancou filmes como "O Curioso Caso de Benjamim Button" (que tinha 13 indicações) e faturou nada menos que 8 estatuetas (melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro adaptado, melhor canção original, melhor trilha sonora, melhor edição, melhor mixagem de som e melhor fotografia) das 10 que concorria e foi a grande surpresa da noite. E o filme corresponde? Para responder esta pergunta, imagine agora um filme sobre o desempenho de um modesto concorrente do programa "Show do milhão" de Sílvio Santos. Parece estranho, mas este filme é parecido com isso. O que faz de "Quem quer ser um milionário" um belo filme é a forma como é contada, que é fascinante.
O filme conta a estória de Jamal, um rapaz simples nascido nas favelas de Bombaim, que consegue a grande chance de participar do programa de perguntas e está há um passo de ganhar 20 milhões de rúpias, feito este que faz com que os organizadores do programa fiquem desconfiados de trapaça, afinal, como pode um favelado acertar perguntas que a maioria não saberia responder? O personagem é torturado para que confesse a verdade e, ao afirmar que é inocente, é colocado sob inquérito policial para que explique como chegou a resposta, buscada em cada situação vivida por ele, servindo como condutor da trama. Há também atrelada à estória a busca pelo seu grande amor, Latika, que vive sempre aos desencontros com ele.
Apesar de ser uma produção britânica (mas com atores indianos e encenada na Índia), a conquista do prêmio máximo do cinema é um passo enorme para o cinema indiano que, atualmente, é a maior produtora cinematográfica do planeta, graças aos filmes de Bollywood, a Hollywood de Bombaim. Seus filmes são falados em hindi e fazem um grande sucesso na Ásia (dominando 90% do mercado nesta região) e em países onde existem expressivas comunidades de imigrante indianos, como Reino Unido e Estados Unidos.
O grande contraponto disso é que "Quem quer ser um milionário" não foi bem recebido na Índia. Muitas críticas foram feitas por considerar que o filme se vale da "pornografia da miséria", o que bate de frente com o orgulho do país, que detesta que as câmeras enfoquem a miséria local. Como a Índia também está orgulhosa do seu crescimento econômico e almeja patamares de superpotência, o filme é encarado como uma propaganda negativa. O filme, de fato, mostra a realidade crua do país que possui 455 milhões de habitantes que sobrevivem com menos de 1,25 dólar por dia. E isso é fato!
Para entender melhor a repercussão, basta saber quais as características dos filmes produzidos pela Bollywood. Utilizando sempre cenas em países estrangeiros (de preferência famosos pontos turísticos), suas produções tem uma grande dose de melodrama, muitas vezes readaptando grandes sucessos do cinema americano para os costumes indianos (como já aconteceu com o enredo do filme "Três Solteirões e um bebê", totalmente adaptado para o filme indiano "Hevy Babyy" de 2007), não pode faltar a relação familiar dos personagens, tem que ter muita emoção, são extremamente musicais, cheios de coreografias com dezenas de participantes (a lá "Thriller") e personagens cantores e procuram a todo custo esconder a realidade de miséria e pobreza, corrupção e tráfico, funcionando como um entretenimento escapista para o público sonhar... e geralmente duram em média 3 horas. Acostumados a filmes do tipo, é muito natural o desconforto do público com "Quem quer ser um milionário" ("sorte da Globo!" diriam muitos).
Mas polêmicas à parte, o filme vale ser visto porque, mesmo mostrando a miséria que as pessoas passam, pela desigualdade e tudo mais, ainda assim consegue contar uma belíssima história, e de quebra, também faz uma homenagem (ou uma crítica) à Bollywood, para os mais atentos.
Na verdade, o Natal deixou de ser minha data preferida já há algum tempo, talvez por conta de simbolismos que não condizem com a realidade. Na verdade, não sei bem o porquê de minha cisma, mas é claro que eu não deixo de respeitar a data e acabo entrando na onda pra não parecer um cara antipático para aqueles que acreditam. De fato, acho que o reveillón é uma data muito mais interessante, mas não vem ao caso agora. Como estamos com o natal batendo a porta e com toda aquela comoção consumista da data propagada pela mídia em todo o canto, achei que seria bem apropriado falar sobre o natal aqui.
Já não é nenhuma novidade que o dia de Natal é a comemoração do nascimento de Jesus de Nazaré, mas aqui pra nós, ele nasceu que dia mesmo? Não! Não é no dia 25 de dezembro. O dia 25 de dezembro foi escolhido pela igreja católica como o melhor dia para o Natal, afim de coincidir a data com os rituais pagãos do solstício de inverno de vários povos e desta forma, acharam uma bela saída para cristianizar a data. Antes disso, a data simbolizava o nascimento do deus persa Mitra e a velha Roma celebrava também nesta data a Saturnália em homenagem ao deus Sol (Saturno), com festividades e a tradicional troca de presentes. Soa familiar? Mas a escolha da data não foi aleatória... como a data era a comemoração na honra do deus Sol, com a mudança a simbologia da data caía como uma luva como o natal sendo o nascimento de Cristo, afinal, o Sol era tido como a morada do Cristo Cósmico.
Existe ainda outro ponto curioso: a bíblia diz que na noite em que Jesus nasceu, haviam pastores cuidando das ovelhas nos campos. Mas o mês judaico correspondente a novembro (na verdade, entre novembro e dezembro) era frio e chuvoso. No mês seguinte, o que encaixa no dia 25 de dezembro, ocorrem as temperaturas mais baixas do ano, com nevadas ocasionais que são confirmadas pelos profetas Esdras e Jeremias, ou seja, é meio improvável que eles estivessem nos campos na noite de 25 de dezembro. Mas o fato que o natal não é o dia verdadeiro do nascimento de Cristo já não é nenhuma novidade também, já há um bom tempo.
Ao longo do tempo alguns outros símbolos foram incorporados, como a figura do Papai Noel, inspirada em São Nicolau, que por sua vez ganhou como presente sua prisão, pelas ordens do imperador romano Dioclécio, que não era muito simpatizante do Cristianismo. Mas como o mundo dá muitas voltas, o imperador seguinte, Constantino, logo em seguida converteu o império romano ao Cristianismo e dessa vez o presente pra São Nicolau foi a liberdade. São Nicolau, que também é santo patrono da Rússia e da Grécia, foi associada ao natal pelas igrejas protestantes na Alemanha devido a sua fama de caridoso com os necessitados e também pelo fato do dia de São Nicolau ser dia 06 de dezembro, dia em que as pessoas trocam presentes. Ou seja, ideal!
A figura moderna do papai Noel por sua vez deve seus créditos a um jornal. Em 1822, Clement C. Moore escreveu o poema "A Visit from St. Nicholas", retratando papai Noel passeando em um trenó puxado por oito pequenas renas, o mesmo modo de transporte utilizado na Escandinávia. O primeiro desenho retratando a figura do bom velhinho como conhecemos nos dias atuais foi feito por Thomas Nast e foi publicado no semanário "Harper's Weekly" no ano de 1866. Alguns dizem também que papai Noel só usa vermelho por causa da Coca Cola, mas na verdade, foi idéia de Thomas Nast. O que a Coca-cola realmente fez foi adotar o vermelho da versão de Nast para fazer uma grande campanha publicitária, o que fez com que a imagem do papai Noel de roupa vermelha fosse difundido pelo mundo afora e desta forma, acabou servindo também para alimentar ainda mais este mito.
Mas deixando todos estes fatos à parte, o que vale mesmo é toda a importância da simbologia da data... e Feliz Natal pra todos!
A banda que tem mais ou menos uns 3 ou 4 anos de vida (não me lembro direito desse detalhe), faz suas músicas misturando ritmos regionais, como o reisado, baião e maracatu, com o rock. As letras procuram retratar a realidade do sertanejo simples que precisa enfrentar as dificuldades impostas pelo clima, condição social, cultura, etc.
O post de hoje vai ser um pouco diferente do que costuma ser e vai ser também um pouquinho mais sério... de fato, vai ser especial. Hoje vamos tratar da modernidade nossa do dia a dia, com uma série de indicação de links e sites. Vamos lá, então!É muito comum, e na certa isso já aconteceu com todo mundo, aparecer no nosso círculo de convívio alguém dizendo que preferia ter nascido numa época X... e algumas vezes somos nós próprios quem diz isso, mas essas frases são ditas sem uma reflexão mais cuidadosa. Apesar dos problemas que temos hoje de motivos diversos (superpopulação, aquecimento global, violência, etc), se realmente fosse possível mudarmos de tempo, acredito que certamente não ficaríamos muito contentes com a escolha, depois de passado um tempinho. Mesmo com a desigualdade social em muitos lugares, hoje as pessoas têm acesso a uma série de facilidades nunca vistas anteriormente na história, como, apenas citando alguns exemplos, podemos afirmar sem medo que a medicina hoje é muito evoluída, a expectativa de vida é alta como nunca foi antes, a fome tem diminuído, mais pessoas tem acesso à educação, etc. Hoje vivemos na mais próspera das épocas da humanidade, apesar de tudo!

E os filmes? Pra conhecer mesmo de cinema o fulano tinha que rebolar e, de novo, ter muita grana pra gastar nisso. Clássicos do cinema como "Cidadão Kane", "Cantando na Chuva", "Psicose" ou "Metrópolis" eram conhecidos apenas por poucos, geralmente por quem morava nas capitais... e da mesma forma que com as músicas, também já é possível baixar uma variedade enorme de filmes na Internet (o fórum do FARRA é uma ótima opção), e igualmente, já vai tirando o sono das grandes produtoras que começam a ver as vendas de DVD caírem. É muito fácil achar em qualquer lugar uma banquinha de DVDs piratas de filmes ou em blogs também. Com isso, a quantidade de filmes por ano tem sido menor em Hollywood, além de produções mais baratas começarem a conquistar maior espaço. Nos três últimos prêmios de melhor filme do Oscar, três filmes independentes foram indicados e dois ganharam ("Crash - No Limite" e "Pequena Miss Sunshine").
Através dos tempos ficou muito claro que a arte e a cultura de forma geral eram favorecidas para as elites, que sempre tiveram acesso. Os artistas sempre miravam nesta mina de ouro durante a história e muitos grandes mestres sobreviveram graças aos favores de mecenas, como foi com Leonardo Da Vinci... afinal, era preciso sobreviver de alguma forma. Considerando tudo isto, essa democratização do acesso à cultura é uma revolução sem igual na história e pelo que já vimos até aqui, as cenas dos próximos capítulos prometem ser ainda mais quentes. Ah... e pense duas vezes antes de dizer que preferia ter vivido na década de 70, 60, 50, etc!