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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O Homem Voador

De uns anos pra cá, com a clara evolução dos efeitos especiais, os filmes de super heróis consagrados nos gibis tem marcado presença constante nos cinemas todos os anos. Praticamente todo super herói famoso já figurou em algum filme, seja como personagem principal ou como coadjuvante. De carona com este quase novo segmento no cinema, surgem alguns filmes muito bons que tratam do assunto sem especificamente focar em um super herói vindo dos quadrinhos, mas abordando o contexto de alguém com super poderes. Mas o desenvolvimento do enredo destes filmes sempre é apresentado através do ponto de vista do super herói, abordando sua origem, seus traumas, enfim, sua intimidade.

O vídeo de hoje é um curta metragem do brasileiro Marcus Alqueres e que veio quebrar essa regra de abordagem, vendo o herói a partir do ponto de vista das pessoas comuns. "The Flying Man", com duração de um pouco mais de 9 minutos, ganhou grande notoriedade pouco depois de publicado, em julho do ano passado, sendo destacado pelo site de vídeos Vimeo e pela revista USA Today, além de ganhar fãs improváveis como Joe Quesada, chefe criativo da Marvel Entertainment.

O vídeo mostra a repercussão e a confusão que um homem desconhecido causa numa na população de uma grande cidade ao aparecer voando e atacando pessoas com antecedentes criminais, supostamente fazendo justiça com as próprias mãos. Um curta metragem que não fica devendo nada para superproduções de Hollywood.

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Imagem: Google

terça-feira, 11 de junho de 2013

Cinco minutos

A vida da gente é regida por uma série de coisas que acabam se interligando. É uma rede de links invisíveis que formam nosso caráter, influenciam nosso humor, criam manias, alimentam o nosso ego, enfim, somos o resultado de uma série de influências, inclusive genéticas. Mas falar de comportamento é uma coisa muito delicada... cada ser humano é um universo de complexidades. E pra colocar ainda mais combustível nessa complexidade, tem o orgulho!

Agora pense na seguinte possibilidade: imagine que você tem apenas 5 minutos de vida... o que você faria? É exatamente o que o vídeo de hoje trata! O curta-metragem "Tick Tock" de Ien Chi é muito bem feito e precisou de 36 takes para chegar ao resultado, feito numa tomada só. É interessante observar a quantidade de bons filmes em curta metragem que existem por aí, inclusive, no próprio Youtube e este é um deles.

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Imagem: Google

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Visão além do alcance

Depois de muuuuuito tempo sem atualizações, decidi voltar a ativa com o Arte de Quem, depois deste espaço ter corrido um sério risco de ter sido exterminado por mim (estava considerando esta possibilidade, mas adiei esta ação drástica por tempo indeterminado)... por enquanto ele continua assim mesmo, sem nada muito rígido no que se trata de atualizações. Mas deixando de blá-blá-blá, vamos ao que realmente interessa...

Acho que todo mundo se interessa pelas inovações tecnológicas que virão daqui uns anos e o quanto elas vão facilitar a nossa vida. A Apple já vem considerando o lançamento do iWatch, um relógio que vai fazer tudo o que um smartphone faz. Mas o grande impacto mesmo vem da gigante Google, que há pouco tempo anunciou o lançamento do Google Glass, um óculos com diversos aplicativos que interagem em realidade aumentada, como mostrar as horas, entre outras funções que um smartphone faz. No último dia 30, o Google lançou um vídeo com as primeiras instruções de funcionamento do que promete se tornar o novo objeto de desejo das pessoas. O grande porém é saber o quanto essas inovações podem atrapalhar... 


Pegando carona na repercussão que este lançamento já vem provocando, os recém-formados diretores Eran May-raz e Daniel Lazo fizeram este curta metragem (Sight) no ano passado imaginando um futuro onde o Google Glass já está consolidado e muito desenvolvido, com uma infinidade de aplicativos disponíveis das mais diversas funcionalidades. O mais interessante do filme é abordar o quanto as nossas vidas tendem a se tornar dependentes da tecnologia, cada vez mais... vejam o vídeo e tirem suas próprias conclusões!

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Imagens: Google

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Destino: Lua

Na premiação do Oscar deste ano, um dos filmes que surgiu como o principal favorito para grande parte do público foi "A invenção de Hugo Cabret" de Martin Scorsese, baseado no livro de mesmo nome que conta a história de um garoto órfão que tenta a todo custo consertar um autômato (uma espécie primitiva de robô com mecanismos que imitam movimentos, neste caso específico, de uma pessoa) encontrado por seu pai. Seguindo as anotações dele, o garoto tenta o conserto da máquina, mas nesse meio tempo o livro é tomado pelo dono de uma loja de brinquedos da estação ferroviária local, que misteriosamente vê neste livro algo terrivelmente familiar. O garoto, determinado, começa então sua busca em recuperar o livro das mãos do comerciante. Mas no fim das contas, voltando ao assunto, o prêmio de melhor filme do ano acabou indo mesmo para as mãos do filme "O Artista", que por sinal é outro grande filme.

Mas engana-se quem está pensando que o post de hoje é sobre "A invenção de Hugo Cabret"... não é! Hoje trataremos é de Georges Méliès, diretor francês de cinema do começo do século XX e que serviu como principal inspiração para a trama citada acima. Méliès foi um dos que testemunharam o nascimento do cinema, em 28 de dezembro de 1895, na histórica sessão onde os irmãos Lumiére fizeram a primeira projeção de filme da história, que nada mais era do que a exibição de 10 minúsculos filmes (com menos de 1 minuto cada) mostrando cenas rotineiras. Entre elas, foi exibida "A chegada do trem à estação Ciotat", uma das mais famosas e que causou grande comoção no público. O filme de 50 segundos (postado abaixo) é apenas a filmagem de um trem chegando na estação capturada sob um ângulo em perspectiva, mas para o público que não estava acostumado com a projeção, a filmagem era algo tão magnífica que muitos entraram em pânico achando que o trem fosse literalmente entrar na sala pela tela.

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Georges Méliès é considerado um dos precussores do cinema. Entre suas centenas de filmes, o mais conhecido é "Le voyage dans la lune" (Viagem à lua) de 1902, que foi muito popular em sua época e é considerado o primeiro filme de ficção científica da história, além do primeiro a tratar de seres alienígenas. Neste filme, ele utilizou os inovadores recursos de animação e efeitos especiais, frutos da inventividade do diretor.

"Viagem à Lua", que foi baseado em dois romances populares da época ("Da Terra à Lua" de Julio Verne e "Os Primeiros Homens na Lua" de H. G. Wells), é considerado hoje um clássico essencial para os amantes do cinema. O filme conta a história de um grupo de astrônomos que viajam à Lua numa capsula que é lançada por um enorme canhão (haja mira!). Após encontrarem vida alienígena, conseguem escapar e voltam a salvos para a Terra, que os recebe em festa.

A cena da celebração pelo retorno dos astronautas foi uma cena considerada perdida por décadas, mas em 2002 foi descoberta na França uma cópia completa do filme e, para a surpresa de todos, completamente colorido à mão. Este filme foi restaurado e exibido pela primeira vez em 2003, no Festival de cinema mudo em Pordenone, na Itália.

Apesar de respeitado por diversos cineastas de renome, como Charles Chaplin, Georges Méliès passou por maus bocados na década de 20. Em 1923 teve sua falência decretada e viu o seu querido teatro Robert Houdin ser demolido. Méliès quase caiu no limbo do esquecimento ainda em vida até que, no fim dos anos 20, sua substancial contribuição ao cinema foi devidamente reconhecida pelos franceses e ele foi presenteado com a "Legião de Honra", do qual recebeu um apartamento sem custos onde passou seus últimos anos de vida. Faleceu em 1938 deixando um legado de mais de 550 filmes, nos quais ele financiava, dirigia, fotografava e atuava em quase todos eles.

Veja abaixo "Viagem à Lua" (1902), versão original restaurada e colorida a mão, com trilha sonora do Air.

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Defendendo a cara-metade


Quando se trata da vida do par romântico, qualquer esforço vale a pena, mesmo que o desafio se mostre muito maior que suas próprias forças. O vídeo de hoje, um curta-metragem em animação, começa com a história de um casal de polvos que vivem em cativeiro e que estão apaixonados, com olhos apenas um para o outro... eis que de repente eles são separados, sem qualquer cerimônia, por um cozinheiro que o levará para a panela de um restaurante. A perseverança do polvo que ficou para trás é épica, buscando salvar a vida em risco do seu grande amor, nem que para isso seja preciso percorrer as ruas de uma cidade.

Este filme (Oktapodi) ganhou o Oscar em 2009 como o melhor curta em animação, segundo a descrição do vídeo.
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Imagem: Google imagens

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Até onde sua vida é real?

Depois de um curto período de férias (ou talvez o "curto" seja só a impressão de quando passa rápido), vamos colocar o Arte de Quem novamente pra andar. E pra inaugurar 2012, vamos de curta-metragem!

Imagine a seguinte cena: De repente, você acorda assustado(a), num quarto estranho e sem portas, sem qualquer recordação de como você foi parar lá. Você se sente estranho(a)... olha para sua camisa e ela está suja  de sangue. Pouco tempo depois você nota que na sua nuca, incrivelmente, tem uma placa "instalada". Passam-se dias. Diariamente, no mesmo horário, um prato de comida é jogado para você através de uma abertura. Um belo dia, você descobre num compartimento escondido dentro desta cela algo realmente muito interessante, como você jamais pensou que existiria.

Este é mais ou menos o enredo deste interessantíssimo curta metragem (Portal: No Escape) do diretor Dan Trachtenberg, video do post de hoje. Apesar de ser curto (por volta de 9 minutos) e não ter uma fala sequer, o filme definitivamente segura a nossa atenção. Até nos faz lembrar de filmes como "Matrix" e "Show de Truman". Imperdível!

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Imagem: Google Imagens

terça-feira, 22 de novembro de 2011

As comédias da vida eletrônica

Como todo mundo está careca de saber, o ser humano é uma criatura que se adapta ao seu meio (e principalmente, adapta o seu meio às suas necessidades). E assim sempre foi durante muitos anos. Mas, por mais que os humanos tenham essa habilidade inata, nunca na história houve tantas mudanças no meio em tão pouco tempo como acontece nos dias de hoje. E isso gera situações, no mínimo, engraçadas.

Tratar disso me faz lembrar de uma vez em que eu trabalhava numa loja de discos, há muito tempo. Na época, praticamente no início da era dos CDs, surgiu um acessório quase essencial para os colecionadores: o limpador de CDs. Eis que um belo dia aparece um cliente com uma reclamação do produto: "ao invés de limpar o disco, ele estava soltando tinta". Tinta? Depois de várias perguntas (e da desconfiança de que uma pérola estava nascendo ali), perguntei como o produto estava sendo aplicado. E surge a revelação: o cliente tinha encharcado o líquido que vinha no produto na parte frontal, na pintura do CD, ao invés de aplicar na parte de baixo, ou seja, a pintura estava se soltando toda, ao invés de limpar os cds do rapaz!

O vídeo de hoje é um curta-metragem em animação ("This Side Up" de Liron Topaz) que trata justamente da dificuldade de algumas pessoas em se adaptar às novidades tecnológicas que tem surgido em velocidade cada vez mais acelerada. Muito legal!

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Visite o site do filme aqui!
Imagens: Google Imagens

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Ora, pombas!

Vida de agente secreto não deve ser fácil... uma espionada aqui, uma missão impossível ali, a vida por um fio a todo instante. Por vezes, a segurança nacional fica dependendo das coisas mais simples! Até mesmo, de um pombo! É disto que se trata o vídeo de hoje, uma animação em curta metragem ("Pigeon Impossible") que abusa da criatividade.

Um agente secreto, com tecnologia de ponta ao alcance das mãos, tem que se virar quando um pombo faminto de Washington atrapalha todo o seu planejamento, causando um caos nos arredores.

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Imagem: Google

domingo, 23 de outubro de 2011

O que você quer ser quando crescer?

Atire a primeira pedra quem nunca idealizou, quando criança, o que (ou quem) queria ser quando crescesse! E estas opções definitivamente passeiam por uma infinidade de possibilidades. O vídeo de hoje é o curta-metragem "Vincent" do diretor Tim Burton, famoso por assinar filmes como "Eduardo Mãos de Tesoura", "Batman", "Batman - O retorno", "A princesa cadáver", entre outros.

Este, na verdade, é o seu primeiro filme em stop-motion (1982) e conta a história do garotinho Vincent Malloy, que aos 7 anos queria ser ninguém menos que Vincent Price, ator norte-americano dos anos 50/60/70 e que ficou conhecido por suas atuações em filmes de suspense e terror... e isto sem citar a sua voz marcante. Vincent Price fez, por exemplo, a narração do trecho final da música "Thriller" de Michael Jackson.

O vídeo de hoje, sem dúvida, é um clássico! Narrado pelo próprio Vincent Price e com roteiro praticamente recitado pelo ator.

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Imagem: Google Imagens

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Cômico ou Trágico?

Ligue a TV num telejornal qualquer e eu aposto com qualquer um que pelo menos uma vez o tema violência vai entrar na pauta... em alguns deles, praticamente domina o programa todo. A violência, infelizmente, faz parte do nosso dia a dia (e pensando bem, provavelmente sempre fez) e nas notícias, ela é uma das protagonistas, se não for a principal. A situação atual é tão trágica, que algumas vezes chega a ser cômica... o que é um prato cheio para os comediantes!

Um belo dia, perambulando pelo youtube, descobri um vídeo que é uma sequência do curta "O Assalto nosso de cada dia", produzido pela ERD filmes. Este vídeo estava na agulha há muito tempo, esperando uma boa oportunidade para figurar aqui. Neste vídeo, um assalto de rua é tratado com humor quando o assaltante é tão mão aberta que todo o seu lucro parece ir por água abaixo.

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Imagens: Google Imagens

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Sarney e sua vida pregressa

Sarney na mira da câmera de Gláuber Rocha

E hoje vamos falar de política aqui no "Arte de Quem"... e já que vamos tratar do assunto, o que é mais adequado do que falar de alguém que está na mira dos holofotes, de um político dedicado e protetor da causa familiar do que o Sr. José Sarney? Através de atos secretos (ou não), o clã Sarney ocupa cargos públicos no Senado na maior naturalidade há algum tempo, o que se tornou um escândalo recentemente... e não pára de crescer. Mas como o brasileiro é um povo sem memória, aí está o presidente do Senado e aqui está a postagem, para lembrar dos fatos.

Este senhor que começou na vida política em 1950 e foi eleito pela primeira vez deputado federal em 1955. Já foi membro da UDN (da ditadura de Getulio Vargas), da ARENA (da ditadura militar), do PDS (partido que barrou as "diretas já!") e quando virou moda, pulou pro PMDB e foi presidente da república ao assumir o posto depois da morte do eleito Tancredo Neves. Quando deixou o cargo, deixou também um país com o alarme ligado. E como todos sabem, hoje ele está sendo caçado em campo aberto pela opinião pública. Sobre o escândalo dos atos secretos, foi justificado de que isso fazia parte de sua pregressa, ou seja, anterior à sua eleição para a presidência do Senado e, pela boca do próprio, que ele não poderia ser julgado! Como não?

Mas já que a vida pregressa do Exmº Sr. Presidente do Senado não pode ser julgada, vamos tocar em alguns detalhes importantes como, por exemplo, o fato de que na década de 80, quando presidente, autorizou a distribuição de concessões de TV, da qual a sua própria família detém 3 retransmissoras de televisão afiliadas à Rede Globo, fato citado no documentário "Brazil - Muito Além do Cidadão Kane" (veja o filme online aqui!) produzido pelo Channell 5 (e já publicado aqui no Arte de Quem), o grande pesadelo da rede Globo, que faz de tudo para colocá-lo no limbo do esquecimento.

A vida pública de Sarney, fora dos escândalos, também não é nenhum objeto de orgulho. Quando assumiu a presidência da república, no lugar do então recém falecido Tancredo Neves, candidato eleito, sua posse foi um tanto tensa pois havia dúvidas constitucionais sobre se seria ele ou o presidente da Câmara dos Deputados na época, Ulysses Guimarães, quem deveria assumir o posto. Foi decisivo para sua posse o apoio do general Leônidas Pires Gonçalves, indicado por Tancredo Neves para Ministro do exército, que apoiou a posse de Sarney. O mandato de Sarney ficou marcado como o retorno da democracia, mas também de uma crise econômica que tinha uma superinflação galopante, alcançando espantosos 2.751% ao mês. Sob sua gestão, no Maranhão a coisa também não foi diferente: segundo a revista Veja, "o resultado desse domínio é visível a olho nu: a família Sarney está milionária, mas o Maranhão lidera o ranking brasileiro de subdesenvolvimento".

Parece perseguição, mas a revista Veja também publicou, desta vez em 14 de maio de 1986 na reportagem "Debaixo do Pano", sobre o emprego da sua filha (Roseana Sarney, atual governadora do Estado do Maranhão após o TSE cassar o eleito Jackson Lago), funcionária permanente do Senado, mas sem qualquer tipo de concurso ou publicação no Diário Oficial (ou seja, por um ato secreto, exatamente o mesmo motivo pelo qual Sarney vem perdendo o sossego atualmente). Roseana "ganhou" o emprego um pouco antes de seu pai assumir o cargo de presidente da república, num escândalo que ficou conhecido na mídia como "trem da alegria", mas que não deu em nada.

Leia a reportagem na integra (Clique na imagem para ampliá-la)

Como membro da Academia Brasileira de Letras, também sobram críticas para ele. Autor de 22 obras, já foi criticado duramente por Millôr Fernandes, que disse que sua obra "Brejal dos Guajás" era "uma obra-prima sem similar na literatura de todos os tempos, pois só um gênio poderia fazer um livro errado da primeira à última frase (...) em qualquer país civilizado Brejal dos Guajas seria motivo para impeachment".

Por conta dos atuais escândalos, foi criado um site com a campanha virtual "Fora Sarney!" onde é demonstrado com todo ardor o protesto dos visitantes e participantes, mas não é a primeira vez que criam campanhas (hostis) em homenagem ao presidente do Senado. Em 2006, também houve a campanha "Xô, Sarney!" no Amapá, estado pelo qual foi eleito senador. E as patadas vem até de fora do país, como foi dada pela revista britânica "Economist" na reportagem "Onde os dinossauros ainda vagam" que fala sobre sua eleição no Senado brasileiro afirmando que a "eleição de Sarney no Senado é vitoria do semifeudalismo", e um passo pra trás no desenvolvimento do país.

Na verdade, nunca deixou de faltar pedras no sapato de Sarney... em 1966, o cineasta brasileiro Glauber Rocha produziu o documentário "Maranhão 66", onde foi filmado a sua posse como governador do Estado, mesclando cenas da dificuldade do povo maranhense no dia a dia, o que fez o atual presidente do Senado não ficar muito contente com o filme, posteriormente. Este documentário, que foi adicionado como parte do material extra no relançamento do DVD "Terra em Transe" de Gláuber Rocha, é a origem das cenas que veremos a seguir.

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Fontes: Wikipédia, Folha Online, Revista Veja, Fora Sarney, The Economist e o documentário "Muito Além do Cidadão Kane"