terça-feira, 21 de outubro de 2008

- One Froggy Evening -

Hoje aqui no Arte de Quem vamos inovar um pouco e tratar de desenho animado! Mas não é um desenho qualquer... é um clássico de 1955 da Warner Brothers. Com um humor ácido e sempre atual, este pequeno desenho de pouco mais de 6 minutos é tido por muitos como um dos melhores já feitos. Em 1994, numa votação para escolher o top 50 dos melhores desenhos de todos os tempos, One Froggy Evening ficou em 5º lugar. Este desenho é sem dúvida um grande sucesso.

O seu criador, Chuck Jones, é um dos imortais da arte da animação, criando outros personagens famosos como o Papa-léguas, o Coyote e o gambá galanteador francês, Pepe Le-Pew. Mas Chuck Jones começou de baixo, então nos estúdios da Disney... seu primeiro emprego foi como lavador dos acetatos dos desenhos. Aos poucos foi conhecendo outros desenhistas que também viraram lendas, foi crescendo e um belo dia, foi para um estúdio pequeno que logo em seguida foi adquirido pela Warner.

One Froggyy Evening trata basicamente da ganância das pessoas diante das oportunidades que teoricamente podem deixar a vida mais fácil. No entanto, o que mais me chama a atenção neste desenho é que ele consegue ser universal, por não ter uma única fala de nenhum dos personagens (exceto pela cantoria do sapo), mas que todos em qualquer parte do mundo entendem perfeitamente o que se passa. Inclusive, este "universalismo" foi um artifício muito defendido por Charles Chaplin nos seus filmes, resistente quanto a possibilidade do seu personagem falar, preocupado com o público que não falava o inglês.

Este até poderia ser um desenho mudo, se não fosse as músicas cantadas pelo sapo, que mais tarde foi batizado de Michigan J. Frog, por causa de uma das músicas cantadas, que digamos de passagem, foram super bem escolhidas. Músicas como "Hello! Ma Baby" (de 1899), "The Michigan Rag" (composta para o desenho), "Come Back to Erin" (1866), "Won't you Come Over to My House" (1906), um trecho da ópera do "O Barbeiro de Sevilha", entre outros, são cantadas com propriedade pelo sapo cantor.

A inspiração para o sapo cantor veio da lenda do Old Rip, um sapo que foi sobreviveu 31 anos numa coluna de concreto de uma construção no Texas (de 1897 a 1928). Chuck Jones também faz uma clara homenagem ao Ragtime, um estilo musical famoso pela performance do dançarino Bert Williams.

Mas agora, chega de papo e vamos ao desenho... e por hoje é só, pessoal!!

video

Quer baixar o desenho? Então, clique aqui!



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5 comentários:

  1. olá, malcriado:

    cultura malcriada sempre despertou minha atenção com seus comentários, em blog's de nossoa amigos comuns.
    no blog da nossa amiga vanuza, você mencionou o fato de ainda não me conhecer, então, como eu já sou um leitor, um visitante de seu blog, não vou lhe dar mais essa desculpa de me desconhecer para deixar de me visitar...
    faça de minha "casa sua casa" e seja bem vindo aos meus blog's, meu amigo...

    beijos em seu malcriado coração. rsrsrsrs

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  2. cultura malcriada, de novo:

    ps: seu blog está entre meus recomendados, espero que não se importe, pois nem com suas malcriações, deixarei de recomendá-lo...

    beijos em seu malcriado coração.

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  3. Esse sapo é o máximo!
    Passei para desejar um bom final de semana.
    beijos.

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  4. ...são estes momentos que nos permitem não perder a alma infantil, e assim acreditar
    que a vida sempre vale a pena,
    a despeito do quadro que pinta
    o mundo adulto.

    bjs, educados...rsss

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  5. Adorei, senti-me uma criancinha. Você não foi prestigiar o meu último post. Snifff!
    Mas passe no meu Blog, no Galeria e não no Resenhas Antigas, pois fiz a resenha do filme "Uma relação pornográfica", que de pornográfico não tem nada. É um filme de amor. Não há nenhuma cena de pornografia.
    Um beijo,
    Renata

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