terça-feira, 30 de dezembro de 2008

- Pra começar um ano mágico -

Antes de começar este post, vou fazer uma breve "nota do editor" aqui. Como janeiro já está batendo na porta e, como de costume, coincidentemente chega também meu período de férias, resolvi que sendo assim, em janeiro vou dar férias também para o "Arte de Quem", para que eu possa também colocar em prática outros assuntos (inclusive os de lazer) e então voltar com mais gás para a produção do blog.

Há alguns dias eu estava aqui com uma perguntinha cabeluda e incômoda sobre o que colocar aqui como o último post de 2008. Tinha que ser algo legal, algo interessante, algo mágico... e aí veio a grande pista do que deveria ser falado: sobre mágica. Todo mundo gosta de mágica, não importa se criança, adulto ou idoso. Apesar de todos nós estarmos carecas de saber que estamos sendo enganados de alguma forma, quanto mais difícil é saber como fomos tapeados, mais encantados ficamos. E quem é melhor pra isso do que o Sr. David Copperfield?

Houdini, tido como o mais famoso mágico de todos os tempos

David Copperfield, talvez o mais famoso ilusionista ao lado de nomes como Houdini, já fez truques fantásticos como passar através da muralha da China, levitar sobre o Grand Canyon e fazer desaparecer a estátua da Liberdade. Mas os seus feitos não se resumem apenas a enganar pessoas... Copperfield se esforça por preservar para as futuras gerações a história da arte da magia, tendo construído nos Estados Unidos um museu de livros, acessórios de antiquário, e outros fatos históricos relacionados. Mas a mágica de verdade está no Project Magic, que nada mais é do que um programa de reabilitação para que pacientes com deficiência possam reconquistar suas habilidades perdidas ou danificadas. O programa é praticado em mais de mil hospitais em todo o mundo.

No vídeo a seguir, Copperfield faz, pra variar, o impossível se tornar a mais pura realidade... e o pior é que vêmos com nossos próprios olhos!

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E que este 2009 seja mágico para todos aqueles que lêem, seja rotineiramente ou de passagem, e em fevereiro estamos de volta com mais!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

- A outra face do Natal -

Na verdade, o Natal deixou de ser minha data preferida já há algum tempo, talvez por conta de simbolismos que não condizem com a realidade. Na verdade, não sei bem o porquê de minha cisma, mas é claro que eu não deixo de respeitar a data e acabo entrando na onda pra não parecer um cara antipático para aqueles que acreditam. De fato, acho que o reveillón é uma data muito mais interessante, mas não vem ao caso agora. Como estamos com o natal batendo a porta e com toda aquela comoção consumista da data propagada pela mídia em todo o canto, achei que seria bem apropriado falar sobre o natal aqui.

Já não é nenhuma novidade que o dia de Natal é a comemoração do nascimento de Jesus de Nazaré, mas aqui pra nós, ele nasceu que dia mesmo? Não! Não é no dia 25 de dezembro. O dia 25 de dezembro foi escolhido pela igreja católica como o melhor dia para o Natal, afim de coincidir a data com os rituais pagãos do solstício de inverno de vários povos e desta forma, acharam uma bela saída para cristianizar a data. Antes disso, a data simbolizava o nascimento do deus persa Mitra e a velha Roma celebrava também nesta data a Saturnália em homenagem ao deus Sol (Saturno), com festividades e a tradicional troca de presentes. Soa familiar? Mas a escolha da data não foi aleatória... como a data era a comemoração na honra do deus Sol, com a mudança a simbologia da data caía como uma luva como o natal sendo o nascimento de Cristo, afinal, o Sol era tido como a morada do Cristo Cósmico.

Existe ainda outro ponto curioso: a bíblia diz que na noite em que Jesus nasceu, haviam pastores cuidando das ovelhas nos campos. Mas o mês judaico correspondente a novembro (na verdade, entre novembro e dezembro) era frio e chuvoso. No mês seguinte, o que encaixa no dia 25 de dezembro, ocorrem as temperaturas mais baixas do ano, com nevadas ocasionais que são confirmadas pelos profetas Esdras e Jeremias, ou seja, é meio improvável que eles estivessem nos campos na noite de 25 de dezembro. Mas o fato que o natal não é o dia verdadeiro do nascimento de Cristo já não é nenhuma novidade também, já há um bom tempo.

Ao longo do tempo alguns outros símbolos foram incorporados, como a figura do Papai Noel, inspirada em São Nicolau, que por sua vez ganhou como presente sua prisão, pelas ordens do imperador romano Dioclécio, que não era muito simpatizante do Cristianismo. Mas como o mundo dá muitas voltas, o imperador seguinte, Constantino, logo em seguida converteu o império romano ao Cristianismo e dessa vez o presente pra São Nicolau foi a liberdade. São Nicolau, que também é santo patrono da Rússia e da Grécia, foi associada ao natal pelas igrejas protestantes na Alemanha devido a sua fama de caridoso com os necessitados e também pelo fato do dia de São Nicolau ser dia 06 de dezembro, dia em que as pessoas trocam presentes. Ou seja, ideal!

A figura moderna do papai Noel por sua vez deve seus créditos a um jornal. Em 1822, Clement C. Moore escreveu o poema "A Visit from St. Nicholas", retratando papai Noel passeando em um trenó puxado por oito pequenas renas, o mesmo modo de transporte utilizado na Escandinávia. O primeiro desenho retratando a figura do bom velhinho como conhecemos nos dias atuais foi feito por Thomas Nast e foi publicado no semanário "Harper's Weekly" no ano de 1866. Alguns dizem também que papai Noel só usa vermelho por causa da Coca Cola, mas na verdade, foi idéia de Thomas Nast. O que a Coca-cola realmente fez foi adotar o vermelho da versão de Nast para fazer uma grande campanha publicitária, o que fez com que a imagem do papai Noel de roupa vermelha fosse difundido pelo mundo afora e desta forma, acabou servindo também para alimentar ainda mais este mito.

Mas deixando todos estes fatos à parte, o que vale mesmo é toda a importância da simbologia da data... e Feliz Natal pra todos!

E como no Arte de Quem tem que rolar um vídeo pra animar a garotada, vai abaixo um comercial da C&A muito engraçado sobre o que aconteceu com a sua cartinha que outro dia foi mandada para o famoso Papai Noel.

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Fontes: Wikipédia e A Lenda do Papai Noel

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

- DesenBUSH -

Pergunta: Será que Obama vai ter a mesma habilidade como presidente?

E lá está o excelentíssimo senhor presidente dos Estados Unidos, já tão comentado aqui neste blog, mostrando toda a sua habilidade em (se) desviar dos problemas que surgem. É claro que não ia demorar nada para que o fatídico episódio da já clássica sapatada, virasse "arte pop" pela internet. Já surgiu um jogo online onde você mesmo pode dar as suas sapatadas em Bush, como já surgiram diversas imagens animadas em arquivos gif, contando o acontecido da sua própria maneira e esbanjando criatividade.

Caso você não more neste planeta e ainda não tenha tomado conhecimento do tal "atentado", no último domingo (dia 14/12) durante uma entrevista coletiva em Bagdá, o jornalista iraquiano Muntazer al-Zaidi levantou-se, xingou e atirou um sapato bem na cara do presidente americano, que mostrando reflexos cinematográficos, se desviou do primeiro projetil. Não contente, o jornalista jogou o segundo sapato, mas esse passou longe. Logo em seguida, seguranças dominaram o repórter que foi preso. Segundo as más línguas, ele foi preso justamente porque errou a sapatada. No Iraque, atirar sapatos a alguém é uma ofensa grave, que significa mais ou menos que o sujeito não é digno do chão que pisa.

Hoje foi veiculada uma carta onde o repórter Zaidi pede desculpas pelo acontecido (será mesmo?). Mas já era tarde... ele já é o herói nº 1 dos anti-Bush de plantão, neste mundão afora. Vejam a criatividade da fértil mente humana e mais abaixo, o vídeo com o episódio.

Situação 01 - O treinamento:


Situação 02 - o que aconteceria se o repórter acertasse:


Situação 03 - Pastelão:


Situação 04 - Especial de Natal:


Situação 05 - O Sapato Mortal:


Situação 06 - A pisada:


...E o vídeo na íntegra com o que aconteceu:

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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

- Clip - Mucambo -

Desta vez, vamos tratar novamente de música, mas de uma forma um pouco diferente. Antes de começar, quem é Mucambo mesmo? É justamente aí que está a grande diferença... Mucambo é uma banda independente de uns amigos meus da cidade de Macaúbas, na parte meridional da Chapada Diamantina - no interior da Bahia - e que tem a felicidade (ou infelicidade...) de contar com a minha modesta ajuda na direção artística, dando uma mãozinha em vários assuntos. O meu papel neste caso é ser mais ou menos uma espécie de produtor, mas infelizmente sem o dinheiro!

A banda que tem mais ou menos uns 3 ou 4 anos de vida (não me lembro direito desse detalhe), faz suas músicas misturando ritmos regionais, como o reisado, baião e maracatu, com o rock. As letras procuram retratar a realidade do sertanejo simples que precisa enfrentar as dificuldades impostas pelo clima, condição social, cultura, etc.

O som da banda lembra o Nação Zumbi, mas com uma levada de rock um pouco mais agressiva em algumas músicas. Inevitavelmente, alguns se perguntam "...mas, rock na Bahia?", só que engana-se quem acha que no Estado só se produz axé, forró e o mais recente "arrocha"... de fato, esses ritmos predominam mesmo, mas é fácil observar que justamente por este motivo (talvez um clichê "imposto" pela mídia), os amantes locais do rock acabam se tornando ainda mais fervorosos como resposta. Abaixo vai o podcast com a música "Bicho de Pé", que mostra bem a característica da banda e a sua grande carta na manga, que é a salada de ritmos.





O Mucambo ainda não teve a sorte de ser "descoberto" no cenário musical, mas quem conhece a banda acredita que muito em breve as coisas vão mudar. Neste ano a banda se sacrificou e conseguiu gravar o seu primeiro álbum "Olho seco sem pena", independente e que, como não poderia deixar de ser, facilita uma série de coisas pra quem procura o seu lugar ao Sol. O clip que segue abaixo foi feito pelo pessoal (um tanto simples, sim, mas vale a intenção).


Caso não consigam assistir ao vídeo, clique aqui!


Visitem também o site do Mucambo no Myspace.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

- Clip - R.E.M. -

Bad Day

E pra fugir da mesmice, vamos nós pra um pouco de música no blog... e música das boas. Hoje é a vez de um clip super criativo do incomparável R.E.M., banda norte-americana que está na estrada desde 1980 e que de lá pra cá, tem uma pá de discos muito bons, mas que só foi cair nas graças das paradas quase nos anos 90. A banda faz um som caprichado e (ainda bem) já tem sua carreira sólida e portanto, não ficam amarrando melancias no pescoço nem ficam aprontando mil coisas para aparecer mais na mídia. Eles simplesmente tocam a sua música e ainda são engajados, atentos para o mundo que os cerca.

Mas quando a gente fala de música aqui no "Arte de Quem", falamos de clip, e pra entrar aqui tem que ser um clip bom! A banda tem uma série de clips inesquecíveis e este com certeza é um deles. Com um cuidado minucioso e muita criatividade, verdadeiras pérolas são produzidas. O clip de hoje, da música "Bad Day", é mostrada como se fosse um telejornal, com direito até a previsão do tempo. O vocalista Michael Stipe canta a música como se fosse o âncora de um famoso telejornal e os demais integrantes da banda (mais dois), aparecem como jornalistas durante o "programa".

Neste ano a banda lançou o album "Accelerate" que alcançou o topo das paradas britânicas e no mês passado, andou por terras brasileiras como parte de sua turnê, sempre com casa cheia. Mais um show para a minha lista de "shows imperdíveis que eu perdi!" Mas deixando o chororô de lado, vejam o clip de "Bad Day":

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

- Chuvas em Santa Catarina -

No último post sobre o Royal de Luxe, a nossa amiga Vanuza do "Obra Literária" tinha comentado que a Míriam, do antigo blog "Essência pura" lá de Santa Catarina, tinha passado um link com a real situação do estrago em que as chuvas deixaram as cidades daquele estado. É uma situação anormal em muitos pontos, pois está havendo deslizamento de terras em áreas arborizadas, que segundo o consenso de muitos técnicos, um terreno estar arborizado é a prevenção ideal para que não haja desmoronamento, caso que já vem sendo estudado pelo governo federal, visando justamente prevenir que situações parecidas ocorram no futuro. Foram 1,5 milhão de pessoas atingidas pelas chuvas, sendo que destas, mais de 78.000 pessoas ficaram desabrigados ou foram desalojados de suas casas.

Como a Vanuza tinha proposto abrirmos uma brecha nos nossos posts de costume para ajudarmos com a situação do pessoal lá do sul, pensei bastante numa forma legal de fazer isso (dentro das características do "Arte de Quem") e cheguei a este post.


ATENÇÃO: Para aqueles que queiram ajudar os desabrigados com doações, foram abertas as seguintes contas para recebê-las:


- Itaú - Agência 0289, conta corrente 69971-2;
- Caixa Econômica Federal - Agência 1877, operação 006, conta corrente 80.000-8;
- Banco do Brasil - Agência 3582-3, conta corrente 80.000-7;
- Besc - Agência 068-0, conta corrente 80.000-0;
- Bradesco - Agência 0348-4, conta corrente 160.000-1
- Sicoob/SC - Agência 1005, conta corrente 2008-7
- Sicred - Agência 2603, conta corrente 3500-9
- Santander - Agência 1227, conta corrente 430000052

Em nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual da Defesa Civil, CNPJ - 04.426.883/0001-57"

É claro que há diversas formas de ajudar além da simples doação de dinheiro, como ajudando na doação de roupas, alimentos, doação de sangue, etc. Quem puder ajudar, entrem no site da Cruz Vermelha brasileira para maiores informações. E para enfatizar o pedido de ajuda às vítimas das chuvas de SC, aqui vai um vídeo bem legal e humorado que, mesmo não tendo nada a ver com a situação dos catarinenses, fica como uma forma sutil de pedir a ajuda de quem puder contribuir.

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Fonte das imagens e notícias:
Folha online

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

- Royal de Luxe - The Sultan's Elephant -

Hoje o nosso assunto é o Royal De Luxe, uma companhia francesa de teatro de marionetes mecânicos, super conhecidos na Europa... mas calma lá! Não são marionetes comuns!!! São marionetes gigantes controlados por dezenas de pessoas, e enquanto é apresentado o espetáculo nas ruas das cidades, um enorme público os acompanha. Fundado em 1979 por Jean Luc Courcoult, a companhia já passou por diversos países, a maioria na Europa. O realismo das expressões e a sincronia dos movimentos são os pontos principais que tornaram esta companhia tão conhecida por lá (e que não consigo entender porque ainda não é por aqui... talvez porque a Globo não descobriu ainda!!).

Um dos seus maiores sucessos é o espetáculo "The Sultan's Elephant", que é o do nosso vídeo de hoje. Envolvendo um aparato móvel gigantesco para controlar o elefante da estória, a menininha (de 11 metros) e outras instalações de arte, o espetáculo foi realizado entre 2005 e 2006 em várias cidades pelo mundo, celebrando o centenário da morte de Júlio Verne, precursor da ficção científica e autor de clássicos da literatura mundial como "20 mil léguas submarinas", "Viagem ao Centro da Terra", "Volta ao Mundo em Oitenta Dias" e "Da Terra à Lua".

The Sultan's Elephant (a quinta estória de uma série) conta a aventura de uma garotinha que viaja no tempo, utilizando seus animais de estimação, como o elefante. E por falar em elefante, a tal companhia parece que tem um espírito meio punk... o tal elefante, que pesava 50 toneladas (equivalente a 7 elefantes africanos) e operado por 22 pessoas, feito de madeira, equipamentos hidráulicos e motores, hoje não existe mais.

Segundo uma funcionária da companhia que produziu a apresentação em Londres em 2006, o pessoal da Royal de Luxe ficou tão de saco cheio com os montes de convites para apresentação pelo mundo, que resolveram um belo dia simplesmente destruir a "máquina elefante". Depois fizeram uma réplica no ano seguinte em Nantes, somente para exibição.

Os marionetes gigantes são incríveis pelo realismo e expressões precisas que nos faz ficar em dúvida algumas vezes, tamanho o capricho do espetáculo. Mas para quem ainda não viu, lá vai o vídeo que dá uma breve amostra (por volta de 5 minutos) do que o espetáculo é. Divirtam-se!

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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

- Comercial Cerveja Bud Light -

Hoje vamos mudar um pouco o tom muitas vezes sério aqui do "Arte de Quem" e partir para o humor, porque é sempre muito bom dar umas risadas e não tem contra-indicações. Na vida da gente sempre acontece situações em que, levados pela empolgação do momento, topamos qualquer parada, mas isso até pensarmos um pouco na situação e na hora H... a coisa muda de figura. São situações normais que acontecem com todos, de uma forma ou de outra. Ou vai dizer que você nunca foi num parque de diversões em que aquele brinquedo que parecia ser demais, de repente se mostrasse uma roubada, dizendo pra você cair fora, tentado a acompanhar a sua coragem que resolveu fugir!? Nessas horas precisamos de uma boa dose de encorajamento, que pode vir das mais variadas fontes.

Isso é muito bem exemplificado neste inspirado comercial da cerveja Bud Light, marca reconhecida principalmente pelo bom humor dos seus comerciais. A Bud Light, que surgiu como uma opção da famosa Budweiser para uma cerveja com baixo teor alcoólico e calórico, é hoje a cerveja mais consumida nos Estados Unidos, superando até a própria Budweiser. Mas aí já é outra história!

Vejam o vídeo:

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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

- A Fonte Inteligente -

Já fazia um tempinho que não colocávamos uma curiosidade das boas por aqui... já falamos de impressoras 3D, celular do futuro, esculturas que andam e um monte de outras coisas que podem ser vistas no arquivo do "Arte de Quem", e quando eu estava começando a achar que seria difícil encontrar algo tão legal como os outros, eis que surge a tal fonte japonesa do Canal City Hakata, em Fukuoka. Tive que pesquisar onde foi feita essa maluquice e me parece (não tenho certeza absoluta) que o tal Canal City é um hotel e pela cara dos adereços que enfeitam o lugar, deve ser um daqueles bem luxuosos.

Mas deixando de enrolação, fontes existem em todo canto, em todos os países (eu acho) e desde a informatização de tudo, nem as fontes escaparam. Algumas fontes, como uma no centro de Salvador, por exemplo, acompanham o ritmo da música ambiente com seus esguichos. Outras são ajudadas por luzes coloridas durante a noite e vão alternando os jatos d'água, mas esta deste post, literalmente, escreve mensagens, faz desenhos e formas, tudo através do controle preciso dos seus esguichos. É impressionante!

Até onde vai a imaginação humana, afinal?

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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

- Trailer - A Luta pela Esperança -

Eu não sou muito chegado em ficar colocando vários posts seguidos sobre o mesmo assunto (no caso de hoje, sobre filmes), mas desta vez abro uma exceção porque o momento tem muito a ver com o que vai ser falado e portanto, será mais ou menos um post especial. Hoje vamos falar do filme "A Luta pela Esperança" (Cinderella Man), baseado na vida do lutador de boxe James J. Braddock, que nos anos 30 virou um símbolo de superação americana após a grande depressão e um ídolo do esporte. Ultimamente me lembrei várias vezes desse filme, primeiro por causa de um comentário que fiz no blog da nossa amiga Vanuza sobre favela, depois sobre o atual momento de crise nas bolsas de valores iniciada pela especulação no mercado hipotecário dos Estados Unidos e por fim, com a eleição histórica de um presidente negro para suceder um dos piores presidentes da história estadunidense, que já é tão "homenageado" aqui no nosso blog em diversos momentos. Mas como diria "Jack - o estripador", vamos por partes!

"A Luta pela Esperança", como já dissemos no começo, é um filme que mostra a escalada do pugilista James J. Braddock, que ganhou o apelido de Cinderella Man, fazendo uma analogia com o conto de fadas Cinderela, por conta das duras penas que ele e sua família passaram neste período retratado no filme, superado com muito esforço (literalmente). Eu imagino o que muitos de vocês (que não conhecem o filme) devem estar pensando agora: "Ah!! Mais um filme de boxe, não!!!".

Mas aqui, o boxe trata-se apenas do fio condutor da trama... o grande ponto do filme é mostrar a "grandeza" de Jim Braddock, lutador talentoso e tido como uma grande promessa do boxe no final dos anos 20, que é sensivelmente afetado pela crise da quebra da bolsa em 1929, assim como tantos também foram neste mesmo período, e que foi obrigado a passar por maus bocados sem ter como sustentar dignamente sua família. Depois da quebra da bolsa, Braddock foi vendo sua renda minguar, não conseguia treinar como deveria, não conseguia se alimentar direito por culpa da falta de dinheiro e a sua carreira e vida pessoal foi ao fundo do poço.

O filme mostra muito bem o drama de um lutador que só sabia fazer isso da vida e que por causa desse abalo econômico que assolava o país e o resto do mundo, se viu obrigado a se virar para sustentar a família e mantê-la unida. O protagonista, o ator Russell Crowe, realiza um belíssimo trabalho e se entregou ao papel de tal forma que teve que emagrecer 23 kg, treinando duro sob a supervisão do ex treinador de grandes pugilistas como Muhamad Ali e Sugar Ray Leonard.

As lutas de James Braddock no filme vem durante a transição deste período negro de sua vida pessoal e o diretor (Ron Howard de "Uma Mente Brilhante"), mostra muito bem que Braddock não luta por paixão ao esporte, por fama, por status ou algo do tipo... ele luta para levar comida pra casa, pra não voltar ao sacrifício da miséria, das privações que seriam impostas para sua família e para si. Até conseguir suas lutas neste período, Braddock foi obrigado a trabalhar temporariamente nas docas, sem emprego garantido e obrigado a engolir o orgulho diversas vezes para dar um mínimo de conforto para sua família. O filme é emocionante e quando começamos a achar que teremos coisas óbvias, nos surpreendemos com a forma como a história e o clima criado nos iludem.

Relação com a história

Agora vamos ao ponto, aquele que falei no início, de ter me lembrado tanto deste filme. Outro dia a Vanuza tinha feito um post sobre as favelas do Rio, da exploração econômica do tema, do preconceito, etc, o que me fez lembrar imediatamente da Hooverville (que também é mostrada no filme). Esse apelido vem de um trocadilho com o nome do então presidente dos Estados Unidos, Herbert Hoover, tido como um dos piores presidentes daquele país, que explicarei melhor pra frente.

Herbert Hoover

Em 1930, após a quebra da bolsa, Hoover pediu ao Congresso uma diminuição das tarifas alfandegárias sobre produtos estrangeiros não-perecíveis, lei que tinha sido recém aprovada, e mesmo tendo um abaixo assinado de mil economistas que achavam que o caminho era justamente o inverso, Hoover aprovou a lei acreditando que assim eles conseguiriam reduzir a competição dos produtos estrangeiros, só que os outros países reagiram e tomaram medidas parecidas, o que fez as exportações americanas despencarem. O desemprego chegou a bater na casa dos 25% no país. O ponto que fez com que Hoover se tornasse o grande vilão foi que ele acreditava que o país se recuperaria sem a intervenção econômica do Governo, rejeitando um monte de leis aprovadas, se justificando por achar que o governo teria mais poderes do que o necessário.

Como uma bola de neve, milhões perderam seus empregos, suas fontes de renda e foram obrigadas a morar em favelas, as tais "Hoovervilles" que citamos antes. Pra quem não conhece este lado da história, chega a soar estranho pensar em favelas nos Estados Unidos! É claro que sobrou para os chefes de estado dos principais locais atingidos, que se tornaram os grandes culpados pela crise, por não terem feito o que era preciso (aos olhos do povo). Até que em 1933 o povo respondeu elegendo Franklin Delano Roosevelt para salvar a pátria através do famoso New Deal, uma série de leis que forneciam ajuda social, empregos através de parcerias entre governo, empresas e consumidores, além de reformar o sistema econômico e governamental americano, prevenindo que futuras recessões pudessem ocorrer novamente.

Franklin D. Roosevelt

Aí entram as coincidências... no auge da grande depressão da década de 30 o desemprego foi subindo, passando pelos 9% até bater nos 25%. Hoje, com essa atual crise da bolsa, o desemprego bate a casa dos 6,6% (dados de agora há pouco, pescado no site da Folha de SP), o pior em 14 anos. Hoover que foi considerado o pior presidente americano, tem hoje ameaçando o seu "posto" a feroz concorrência de George W. Bush, que enfiou o país em duas guerras sem fim (Afeganistão e Iraque), sem motivos muitos claros, além de ter o "azar" de estar sentado na poltrona da presidência no momento dessa crise toda, com a recessão batendo na sua porta. Depois de um presidente não lá muito esperto, em 1933 entra Roosevelt pra tirar o time do buraco. Hoje, depois de um presidente não lá muito esperto, entra Barack Obama com promessas de tirar o time do buraco. Depois de tanta coincidência, agora me digam como não lembrar de "A Luta pela Esperança"?

Além deste filme de hoje ser uma bela lição de superação e uma amostra muito real de como era dura a vida nessa época da história, é uma história belíssima também. Vejam a seguir o trailer:


Caso não consiga ver o trailer, clique aqui!





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